Ônibus em MovimentoEncontros na Net - Agência de eventos

| TURISMO

|
ALÔ REDAÇÃO
(21) 7129-1451
|
PUBLICIDADE
Saiba como anunciar
| CAPA | NOTÍCIAS | ANUNCIE | ESTRADAS | LINKS | RIO | PASSAGENS | PHOTOBUS | SITE DO MÊS | TERMINAIS | TOP 10 | TURISMO | TWITTER | VIDEOS

RIO DE JANEIRO - 14/12/2008 11h32
DA REDAÇÃO REVISTA DO ÔNIBUS

Conservatória: Conheça todo o charme e a história da Capital da Seresta
* Ricardo Gomes

Conservatória cresceu e prosperou mesmo a partir do século passado, durante o ciclo do café, quando a economia brasileira também dava sinais de crescimento. A cidade, hoje é distrito do município de Valença, já foi o mais importante elo na produção e circulação do produto, abrigando mais de 100 fazendas que plantavam o café e o escoavam pelo antigo caminho ferroviário que vinha das Minas Gerais e ia para a Corte, na cidade do Rio de Janeiro, de onde seguia para o porto e outras cidades do país.

FOTO: DIVULGAÇÃO - GOVERNO DO ESTADO
O primeiro registro da localidade data do final do século XVIII, a partir de um relato de 1789, em que Conservatória era reserva dos índios Araris, "elegantes e desembaraçados", segundo o naturista Saint Adolph, um dos primeiros historiadores a registrar o fato. Diversas histórias justificam a origem do nome, sendo que a mais corriqueira diz que o lugar era conhecido como "Conservatório dos índios", um lugar de excelente clima e protegido por montanhas, onde os Araris se recolhiam para se recuperar de doenças que dizimavam as tribos e local no qual resolveram se instalar definitivamente.

Em 1826, existiam cerca de 1.400 índios aldeados na reserva, vivendo felizes no lugar de onde seriam exterminados pelos desbravadores colonialistas. Vestígios dos Araris, como artefatos em cerâmica e algumas ossadas, já foram encontrados em escavações feitas em diversos locais da região.

Segundo Saint Adolphe, cientista botânico francês, os índios "Araris" eram quase brancos, elegantes e desembaraçados e, ainda, segundo Saint Hilaire, outro cientista francês que andou por estas plagas, "esses índios, pela aparência, costumes e desenvoltura, deviam ser descententes dos "Goitacás de Campos". E. Rugendas: "Os Araris eram, sem dúvida, resultantes do cruzamento dos "Coropós" com os temíveis "Goitacás" de Campos, que os venceram em batalha e os assimilaram.

Trabalho escravo
Com a colonização, o povoado ganhou inicialmente o nome de Santo Antônio do Rio Bonito, em homenagem ao padroeiro da cidade e ao rio que atravessa a região. Mas a tradição dos índios falou mais alto, e o nome Conservatória ficou marcado para sempre. A prosperidade e riqueza vieram com a expansão da cultura do café, que utilizou largamente o trabalho escravo. As centenárias construções da vila, em estilo colonial, algumas do século XVIII, até hoje preservadas, evidenciam sua origem e algumas, inclusive, ainda ostentam telhas de época, feitas na coxa dos escravos. As ruas principais mantêm as pedras de pé-de-moleque originais da construção.


O estilo colonial inspirou vários romances famosos, alguns transformados em novelas, como Escrava Isaura, O Feijão e o Sonho, Sinhazinha Flô, Cabocla, Aquarela do Brasil, entre outros.

O braço escravo também está presente em outros monumentos da cidade, como a Ponte dos Arcos - construída para dar passagem a um dos trechos da antiga Rede Mineira de Viação, Conservatória-Santa Isabel do Rio Preto (e daí até Santa Rita de Jacutinga, em Minas Gerais) -, exemplo histórico da engenharia da época, com traços perfeitos e utilização de óleo de baleia nas ligas das pedras. O Túnel Que Chora - assim conhecido por conta das gotas vindas da nascente sobre ele e em função de uma das canções de amor por Conservatória composta pelo seresteiro José Borges de Freitas ("...dizem que é de saudade que o túnel vive chorando...")-, com 100 metros de extensão, cavado na pedra bruta a mão pelos escravos e por onde trafegava a Maria Fumaça.

Serenata e paixão
.................................................................................................FOTO: DIVULGAÇÃO - GOVERNO DO ESTADO
A prosperidade econômica do final do século XIX deu início a outra tradição na vila: a das serenatas - a música cantada sob o sereno -, que hoje atraem mais de mil pessoas a cada fim-de-semana para a cidade, vindas dos mais diversos recantos do país e do exterior.


Um dos grandes motivadores da tradição da música na cidade é o Museu da Seresta, que tem o maior acervo de músicas de serestas do país - e um dos maiores do mundo -, criado pelos irmãos Joubert e José Borges. O museu mantém viva uma página da cultura musical brasileira, reunindo os seresteiros às sextas-feiras e sábados à noite, que de lá saem para cultivar o hábito, raramente quebrado, de cantar pelas ruas da cidade.

Em 1998, Conservatória comemorou 120 anos de serenatas. Conta a história que a tradição nasceu com um romântico professor de música e tocador de violino, Andreas Schmidt, que, em uma noite enluarada no silêncio do vilarejo, atraiu espectadores, e o professor Andreas passou a ter como rotina tocar seu violino na praça, nas noites estreladas. Aos poucos, músicos vindos de outros lugares passaram a acompanhar as serenatas do professor, e essa virou uma característica incorporada ao lugar.

Música e grandes paixões sempre estiveram de mãos dadas em Conservatória e geraram muitas histórias de amor. Certa vez, em 1938, Antonio Castello Branco, um abastado fazendeiro de Santa Isabel, distrito vizinho, que vivia uma paixão não correspondida por uma moça de Conservatória, resolveu demonstrar seu amor conforme a tradição. Colocou seu piano de cauda em cima de um caminhão e percorreu mais de 20 quilômetros em estrada de terra esburacada, só para tocar e cantar sob a janela da amada. Consta que o gesto deu resultado, e a moça aceitou o fazendeiro como esposo.

Conservatória exprime uma das formas de reação contra as consequências da urbanização acelerada, que caracteriza nossa etapa de desenvolvimento como país capitalista, mantendo suas características bucólicas de arraial, pacata e tranquila, cujos moradores de fala branda, afáveis e educados preservam seus costumes e se reúnem, vez por outra, para manter a tradição das festas juninas, da dança, da música, das quadrilhas e principalmente das serestas que tornam seu pequeno vilarejo um pólo de atração no estado do Rio de Janeiro. Em Conservatória, o culto às serestas, o casario colonial e as famílias tradicionais são ainda vestígios do século passado.

Relíquias históricas
FOTO: DIVULGAÇÃO - GOVERNO DO ESTADO
O fim do ciclo do café resultou na decadência da agricultura na região, e muitas das centenárias fazendas foram abandonadas. Algumas estão preservadas, inclusive mantendo uma pequena produção de café; outras mudaram sua atividade produtiva, e hoje desenvolvem a pecuária leiteira. Mas a beleza do lugar, sua deslumbrante paisagem, composta por vales e cachoeiras, as relíquias históricas preservadas no tempo e a tradição das serenatas abriram outros caminhos de sucesso para Conservatória.


Um dos símbolos da história do lugar que está logo na entrada na cidade: a antiga "Maria Fumaça", da Rede Mineira de Viação, que puxava os vagões de passageiros e também o trem com a produção de café, hoje estacionada em frente à antiga Estação Ferroviária de Conservatória, atual rodoviária. A linha ferroviária e a estação, inauguradas por D. Pedro II em 21 de novembro de 1883, foram extintas após a instalação da indústria automobilística no Brasil e da política de construção de rodovias para privilegiar o transporte rodoviário de cargas, nos anos 1960. Por aquela ferrovia, o vilarejo se interligava com o Rio e Minas, partindo de Barra do Piraí - município do qual Conservatória foi distrito de 1943 a 1948, quando passou a pertencer a Valença - e chegando até Baependi, após Santa Rita do Jacutinga, em Minas.

Outro ponto procurado por turistas e frequentado por moradores é o balneário municipal João Raposo, antes da estrada que leva a Valença, conhecido como Cachoeira da Índia por ter no meio do lago formado pela cachoeira uma escultura em bronze, que evoca uma mistura de índia com sereia. Alguns quilômetros no sentido de Valença fica o Ronco D´Água, ponto turístico com quedas de água que descem por uma encosta artificial, formando uma escadaria e fazendo com que seu barulho seja ouvido a quilômetros de distância.

Com o fim da ferrovia, Conservatória ficou isolada dos grandes centros. O acesso, por Barra do Piraí, Santa Isabel, Valença ou São José do Turvo, era precário, por estradas de terra, com cerca de 30 quilômetros, que muitas vezes ficavam interditadas na época das chuvas. Nem mesmo essas dificuldades, no entanto, afastaram os amantes das serestas e da cidade, que permaneceram fiéis à tradição, frequentando e divulgando o lugar.

Nos anos 1980, teve início a pavimentação do trecho de estrada ligando Barra do Piraí à Ipiabas, facilitando o trajeto até a cidade. Em 1998, finalmente, foi inaugurada a pavimentação por asfalto do trecho de 15 quilômetros entre Ipiabas e Conservatória, reforçando o desenvolvimento turístico da cidade e abrindo novas perspectivas econômicas para a região.

Religião e mistérios
Os cerca de quatro mil habitantes do distrito recebem os turistas com o aconchego e afeto que só as cidades do interior conseguem manter. Barraquinhas oferecem artesanato e iguarias locais - bordados, roupas, quijos, doces - lembranças que os turistas levam do paraíso. A cada mês, é realizada, na Igreja de Santo Antônio, padroeiro da cidade, a missa dos seresteiros, que acompanham as orações cantando e tocando violão, mantendo as letras religiosas, mas com a harmonia das antigas serestas.


A igreja feita em "cantaria" - pedra grande lavrada para construções - começou a ser erguida em 1850 e sua construção levou quase 40 anos. Ela é feita em pedra sobre pedra com paredes de até 1,5 metros de espessura. Em seu interior, preserva um museu de arte sacra, com peças dos tempos do Brasil Colônia, como uma relíquia de Santo Antônio vinda de Portugal.

Para os místicos e esotéricos, Conservatória reserva outra surpresa: a Serra da Beleza, onde, nas noites estreladas, misteriosas luzes aparecem circulando pelo vale e deixando intrigados visitantes e moradores. Para estudiosos do assunto que frequentemente visitam o lugar para observação e filmagens ou turistas que simplesmente queiram se extasiar, a Serra da Beleza, que tem os dois pontos mais altos do município - o Pico do Cavalo Ruço, com 1.296 metros de altitude, e o Pico do Pires, com 1.300 metros -, descortina-se uma belíssima vista, que alcança a Serra da Mantiqueira e montanhas de Minas Gerais, das Agulhas Negras e de Itatiaia.

Os jovens de corpo ou de espírito também encontram seu espaço em Conservatória. Trilhas, passeios ecológicos, enduros, rally, pescaria e cavalgada são opções à espera do visitante. Acompanhados de guias, eles podem fazer caminhadas, passeios ecológicos ou cavalgadas pelo Cavalo Ruço e Pico do Pires, pelo Açude da Concórdia, onde está preservado um dos últimos resquícios da Mata Atlântica original, ou pela Serra do Segredo, cujo vale conduz a Destino, outro lugar da região com belas paisagens e trilhas por montanhas e vales.

As cachoeiras da região são um capítulo à parte para deleite do visitante. Dezenas delas oferecem opções variadas de diversão, como a Cachoeira do Véu da Noiva, cujo paredão possibilita a descida por cordas para os mais corajosos, a Cachoeira de São Fernando, localizada na fazenda de mesmo nome, com praia e onde fica a antiga hidrelétrica construída em 1926, ou a Cachoeira de São Bento, com 35 metros de queda d´água.

Os aficcionados por enduros e rally costumam percorrer as trilhas formadas pelo antigo leito da via férrea, que atravessa a região, passando sob a Ponte dos Arcos e pelo Túnel do Capoeirão - 400 metros de extensão de pedra bruta cavada a mão pelos escravos, o acesso é por um leito pedregoso que liga Pedro Carlos a Santa Isabel. No caminho, fazendas contenárias, vales e trilhas montanhosas fazem um paralelo de harmonia com a natureza.

Qualquer que seja a opção para conhecer seus mistérios, segredos e belezas, Conservatória reserva ao visitante encantos dos mais diversos. inclusive com passeios para visitar as fazendas históricas, como a Fazenda São Fernando, uma das grandes propriedades da época colonial, totalmente recuperada, ou a Fazenda Santa Clara, que guarda 217 anos de história da produção de café. A canoagem com caiaques de pequeno porte é praticada nos rios dos Índios, Barroso, Rochedo e São Fernando. Barcos maiores são ideais para o Rio Preto, já na divisa entre Minas e Rio de Janeiro.

Escravos, cafezais e fazendas
Conservatória prosperou, graças aos ricos fazendeiros de café e gado. Em 1883 tinha 25.344 africanos e descendentes. Os africanos, como os índios, pertenciam à várias tribos - mais ágeis e mais rebeldes, o preço de um escravo variava conforme sua idade e condições físicas. Os escravos eram obrigados por chibata, a trabalhar o dia inteiro, de sol a sol, exceto aos domingos e dias santos, e dormiam trancados nas senzalas. Eram alimentados substancialmente, mantidos saudáveis e, se ficassem doentes, logo era chamado o médico e feito o tratamento. Eram batizados e casados na religião católica, pois assim era exigido pelos padres catequistas, porém, nem sempre a moral dos escravos era respeitada pelos brancos e daí a mestiçagem; acontecia muitas vezes que os filhos dos escravos com os brancos continuavam escravos de seus pais e irmãos.


O tratamento dado aos escravos variava muito conforme o caráter de seus senhores, se o escravo era trabalhador e comportado, tinha um dia na semana para fazer sua roça produzir seus alimentos. Várias fazendas compõem, este círculo de localidades centenárias de Conservatória, como a Fazenda Veneza, Fazenda Juréa, Fazenda Florença, Fazenda São Lourenço, Fazenda São José, Fazenda Paraíso, São Pedro dos Rochedos, São Fernando, Santa Bárbara, São Marcelo.

Bons tempos em que essas fazendas monumentais fervilhavam de opulência: As sinhazinhas reinavam com suas maneiras, esmerava sua educação. Não havia casa sem um piano de cauda, onde eram realizados vários saraus. As fazendas adotaram o estilo fortemente influenciado por um esquema neoclássico, de tendência eclética, muito em moda na Europa depois do Rococó. Os solares se harmonizavam com outras edificações. Eram erguidos sobre fundações de pedra, as quais se sobrepunham pesados baldrames de madeira-de-lei, obtidos das melhores essências nas próprias fazendas. Essas residências foram inspiradas na arquitetura portuguesa e no neoclássico napoleônico. As fazendas que compõem o círculo monumental de Conservatória, quase século e meio depois, são testemunhas oculares dessa história.

Conservatória de hoje
O distrito de Conservatória, cuja denominação anterior era Santo Antônio do Rio Bonito, fica num apertado vale da Serra do Rio Bonito, com área aproximada de 240 km². Limita-se com o estado de Minas Gerais, distritos de Santa Isabel do Rio Bonito, Parapeúna, Pentagna, Valença e com o município de Barra do Piraí. Situado a uma altitude de 518 metros, tem população fixa de 4.000 habitantes, segundo o censo demográfico do IBGE de 1980.


O declínio da produção cafeeira, que em 1895 era de 72 milhões de quilos, decresce para 54,5 milhões em 1904 e chega a 35 milhões em 1918, conforme dados do Esboço de Geografia Econômica do Estado do Rio de Janeiro, de Matoso Maia Forte. Com isso, os terrenos de cultura e mata circunvizinhas transformam-se em pastos para criação de gado bovino, criando perspectivas de lucros para os fazendeiros da região. Inicia-se, então, a importação de espécies reprodutoras ao mesmo tempo em que crescem indústrias de laticínios, para o que concorrem as fazendas de gado de Conservatória, 33% das cabeças de todo o Município de Valença.

Em 1925 já funcionam máquinas elétricas para pasteurização do leite, fabricação de gelo e de manteiga para exportação. E a Cia. Fluminense de Laticínios embarca, pela Rede Sul Mineira, cerca de 250 quilos de manteiga e 6.000 litros de leite. Atualmente, quase toda a produção leiteira de Distrito é comercializada para a Nestlê, através da Cooperativa que monopoliza a distribuição, destinando pequena parcela para o consumo da população.

Dos 580 estabelecimentos rurais do município de Valença, mais de 120, pequenas e médias propriedades, ficam em Conservatória, e empregam trabalhadores brasileiros, na lavoura e nos pastos. Numa ou noutra fazenda há o emprego de mão-de-obra de descendentes estrangeiros, datando de 1889 a primeira tentativa para o aproveitamento dessa mão-de-obra na agricultura. Foram localizados, neste ano, imigrantes italianos que, após pequena permanência, se retiraram eme busca de melhores salários e de melhores vantagens na locação de terrenos exploráveis. Famílias tradicionais do município de Valença, como os Cosate, Pentagna, Cappobianco, Riccio, Jannuzzi e muitos outros, são vestígios da passagem desses imigrantes italianos pela região.

Informações colhidas com tradicionais moradores de Conservatória, como os Srs. claudio Carielo da Fonseca e Luiz Alberto Figueiredo Fernandes Leite, atestam que muitas das importantes fazendas da região ainda permanecem com descendentes dos antigos fazendeiros do século passado e todas se dedicam, principalmente, à pecuária, sendo que algumas, além da plantação de milho (usado principalmente para ração) e cana-de-açúcar, voltaram à produção, em grande escala, de pés de café. Muitas dessas propriedadess têm sido desmembradas em minifúndios por herdeiros e descendentes de seus primitivos proprietários como: Dr. Antônio Joaquim Fortes de Bustamante, Domiciano José de Souza, Francisco Leite Ribeiro, Gustavo Adolpho Borges, Fortunato Coelho Seabra, Luciano Alves Gomes, Manoel Alves Gomes e Anastácio Leite Ribeiro.

Conservatória sofre, como outras localidades do Estado do Rio de Janeiro, o problema do êxodo rural. No seu caso particular, esse fenômeno não lhe traz grande abatimento econômico devido ao fluxo turístico, 90% do Rio de Janeiro e de São Paulo, atraído pela tranquilidade bucólica e por apresentações teatrais, musicais e esportivas. Atrações destacadas são as famosas serestas e serenatas realizadas aos sábados, noite adentro. Os turistas hospedam-se nas fazendas, casas de família, hotéis e pousadas.

Além das atividades econômicas ligadas à pecuária e ao turismo, Conservatória é conhecida, sobretudo, por suas manifestações musicais e de artesanato, produzidas por seus moradores. Mas o que melhor caracteriza Conservatória, nesse aspecto, talvez seja a transfiguração de comerciantes, fazendeiros, peões, colonos em cantadores e violeiros que se juntam em festa seresteira com os de outras localidades, tornando a pequena Conservatória palco importante de expressão musical.

Discos voadores
Conservatória é atualmente considerada um dos principais pontos de observação de ovnis, sendo inclusive realizados lá congressos e festivais de filmes de ufologia. A Serra da Beleza é um maravilhoso ponto turístico onde, de seu cume, já se avista o Estado de Minas. Seu ponto mais alto é o pico do Piris com 1.300m e o pico do Cavalo Russo com 1.295m. É procurada por ufólogos como ponto de Acontecimentos Extraterrenos - os OVNI's.


ALGUNS PONTOS TURÍSTICOS

Balneário Municipal João Raposo -
Cachoeira da Índia Local: Conservatória - Valença
Horário de visitação: Aberto todos os dias, das 8h às 18h.
Tel: 2438-1188
Outro ponto procurado por turistas e frequentado por moradores é o balneário municipal João Raposo, antes da estrada que leva a Valença, conhecido como Cachoeira da Índia por ter no meio do lago formado pela cachoeira, uma escultura em bronze, que evoca uma mistura de índia com sereia.Formada por dois pequenos saltos do Rio dos Índios. Está localizada em área ampla e urbanizada, devido à implantação de um balneário composto de restaurante, bar, sanitários, campo de futebol society e quadra de vôlei.


Cachoeira São Fernando
Localizada dentro da propriedade da empresa "Fazendas Reunidas Magmam", fica próxima à represa que abastece a Usina São Fernando. Compõe-se de dois pequenos saltos, seguidos de um bem mais alto com grande volume d'água e de duas praias. Os banhos são mais indicados na ampla piscina natural, localizada logo após o terceiro salto. Do local avistam-se o prédio e os equipamentos da usina que gera energia para as fazendas.
Endereço: Fazenda São Fernando - localidade de Coronel Cardoso
Bairro: Não Informado


Pico Cavalo Ruso
Localizado na divisa dos distritos de Conservatória e Santa Isabel do Rio Preto, o Pico do Cavalo Ruço possui uma altura aproximada de 1.296 m. O Pico oferece bela vista de todo o Vale do Rio Preto e da torre da Matriz de Santa Rita de Jacutinga, já em Minas Gerais. Existe no local uma rampa de 360 graus de vôo livre, que no momento está desativada.
Endereço: Serra do Cavalo Ruço - RJ 137
Bairro: Não Informado Serra da Beleza


COMO CHEGAR
São 370km de São Paulo e 142km do Rio de Janeiro. Quem vem do Estado de São Paulo deve seguir até Barra Mansa, no Estado do Rio de Janeiro e utilizar a saída 265, pegando a BR 393, em direção a Três Rios.
Seguir por 47 km até o acesso a Barra do Piraí, onde também pegará a estrada (à esquerda) para Conservatória. São mais 26 km


De Ônibus
Viação Normandy
Toda sexta-feira às 20h15 - Rio x Conservatória
Todo domingo às 16h00 - Conservatória x Rio
Maiores informações: Normandy www.normandy.com.br


Partindo do Rio de Janeiro seguir pela Dutra até o km 236, em Piraí, pegar a estrada para Barra do Piraí. São 14km até a BR 393, onde pegará a estrada para Conservatória e percorrerá mais 26km.

Para os turistas que vem de Minas Gerais, utilize a BR 040 (Rio- Belo Horizonte) até o acesso à BR 393 em Três Rios e siga em direção à Barra do Piraí. Serão 84 km até o acesso à estrada que leva à Conservatória.

Localização: No Est. do Rio de Janeiro DDD: 24
População: 4.600 habitantes Altitude: 535 metros
Distâncias das principais cidades:
Barra do Piraí: 26 km
S. Paulo: 370 km
R. de Janeiro: 142 km
Para ver horários de Ônibus acesse
http://www.valenca.rj.gov.br/horarios.htm


* Ricardo Gomes é diretor de conteúdo da Revista do Ônibus, escreve sobre turismo, estradas, além de ser o criador do Projeto Pé na Estrada. Nas horas de folga vive viajando e conhecendo novos lugares e novas pessoas.

Fale Conosco. Comente sobre essa matéria  
.....ESTRADAS AO VIVO
.: Ponte Rio-Niterói

.: Via Dutra

.: Via Lagos

.: Concer (Rio-Petrópolis)

.: CRT (Rio-Teresópolis)


.: CLUBE DO TRECHO
.: RODOVIÁRIA NOVO RIO

.: DER-RJ
.: DETRO RJ

.: TODAS AS NOTÍCIAS AQUI

Canal Bus .Turismo

e-mail
Entre em contato com a nossa equipe agora!
Tempo
Consulte o clima de sua cidade e do Brasil
Passagens
Consulte os horários das saídas dos Ônibus.
Fim de Ano
Ônibus - Estradas - Fotos e notícias. Acesse já!
Nas Ruas do Rio
Site traz as principais notícias do estado do Rio de Janeiro. Confira
Terminais
Conheça os principais terminais rodoviários do país
OUTRAS NOTÍCIAS DO TURISMO

Um Rio de Janeiro pronto para lhe receber
Comente sobre a matéria

Cidade Maravilhosa possui diversas opções de hospedagem e de lazer


Réveillon em Angra dos ReisComente sobre a matéria
Meliá Angra oferece pacotes de fim de ano


São Paulo já está em clima de natalComente sobre a matéria
Cidade já enfeita algumas das principais ruas para atrair cada vez mais turistas


Verão em alta no CearáComente sobre a matéria
Governo espera atrair cerca de 720 mil turistas na temporada

Ônibus de turismo estão proibidos de trafegarComente sobre a matéria
Decição acontece para evitar acidentes em parte do litoral do Paraná


Fim de ano em Itacaré-BAComente sobre a matéria
Que tal passar o réveillon juntinho em um paraíso tropical chamado Itacaré?


Arrumando as malasComente sobre a matéria
Entenda como ganhar espaço arrumando sua mala corretamente


Novo canal de turismo já está prontoComente sobre a matéria
Editor da Revista do Ônibus dá as boas vindas


Mais notícias aqui
Publicidade:

Copyright 2000-2008 Revista do Ônibus
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em
qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso,
sem a autorização escrita da Revista do Ônibus.
http://www.revistadoonibus.com.br

s